segunda-feira, 26 de abril de 2010


A secretaria de relações internacionais da ufrgs anuncia: "abertas inscrições para a Universidade do Porto".

ai ai que saudosismo...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Hei, vocês aí!!

Você mesma, dona Lúcia in Madrid with diamonds, me lendo aí do outro lado, com seu olhar crítico, enquanto come milho verde. Presumo que seu desaparecimento decorre da crise de cinzas vulcânicas ou algum outro motivo de força maior que a impeça de se comunicar! A Mel eu até entendo, que a coitada não tem mais teto sobre sua cabeça.
Ok, ok, é bem verdade que pobre quando vai para praia, chove, e, quando vai para a Europa, um vulcão entra em erupção.

tempos de boi nos aires.

Janta

O que dizer sobre Malu Magalhães: bom, todo mundo odeia crianças prodígio. Para não comentar essa bizarrisse emo e coisa e tal, que os jovens de hoje aderiram.

mas é que meu coração de melão gosta muito desse tipinho de musiquinha nhenhenhe*.




*categoria artística musical em que se enquadra essa música, de acordo com os rígidos padrões leonardísticos (não vou nem entrar muito nessa questão vexatória, mas há quem pense que "a sua música" - supondo que alguém pode ter uma música como sua efetivamente, não no aspecto de direitos autorais, mas de afinidade intrínseca com sua existência, questão de profunda filosofia e nenhuma relevância - é "gosto muito de você, Leãozinho")

segunda-feira, 12 de abril de 2010

weekly report


Os maus começos requerem sempre, ao menos, uma errinho gramatical aqui e ali, bem escrachado, para mostrar de cara a completa ignorância do ser, esterrecido diante da magnitude infinito, ou algo assim, não necessariamente nesta ordem, óbvio ululante que pulula nas mentes humanas. Bem X Mal; Bom X Mau. I know, I know... O tribunal de Justiça disponibiliza cursos de português a todos os servidores, não aos estagiários, que, convenhamos, não são gente. Nem o corretor gramatical do word funciona no computador dos estagiários, by the way.

O professor diz que não se aprende o italiano direito porque as pessoas não sabem nem o raio do português, idioma demodê, tendo a gramática da cabeça assim, toda embaralhada. Fala isso bem na nossa cara, com aquele sotaque de professor de religião vindo direto e sem escalas da colônia. A estudante acha um absurdo, fica chocada, assim como se choca ao saber que, no fim das contas, dia 25 de dezembro, antes de ser natal, era uma mera festa pagã de adoração ao sol. Ela sempre achou que era o dia que tinha nascido o menino jesus, de sobrenome cristo, com filiação maria e o sr. espírito santo, conforme consta para a posteridade nos arquivos do terceiro registro de pessoas físicas de Belém (da judéia, não do pará), no melhor papiro e em bom aramaico.

A loira do corte chanel com personalidade veio me convidar para o grupo de direito internacional. Disse que a fulana de tal havia mencionado que eu tinha amplos conhecimentos no assunto. Antes de me comprometer, avisei que eu não sabia patavinas, apenas tinha uma casca superficial de conhecimentos que eu usava para impressionar os desavisados. Aliviada, ela me exclamou um "ufa! eu também!".

Hoje, conforme previsão orçamentária de número não especificado e decreto do exmo. sr. dr. meu pai, pintar-se-á meu quarto, nos termos da lei. A possibilidade de uma parede de cor berrante foi veementemente vetada em decisão monocrática-monocromática, pelo meretíssimo que a entendeu como completamente pavorosa. É bege e pronto, como querem o bom gosto e o galão de tinha já previamente comprado de forma unilateral. Fui notificada durante o final de semana da ordem de despejo de todos os meus cacarecos, as caixas seriam fornecidas pela Administração. Usei as benditas para guardar meus livros e cadernos e não coube mais nada. Meu requerimento de mais caixas foi indeferido sob a fundamentação de que as caixas eram exclusivamente para o depósito de objetos pessoais, os livros que fossem empilhados no chão. Recorri da decisão aduzindo que os livros, ao fio e ao cabo, eram de uso pessoal, mas meu jus sperniandi foi encarado como mera tentativa protelatória. Ao fim, criticou-se ainda essa minha idéia de empacotar rigorosamente tudo, até parece que vou me mudar (quisera eu; e bem que quiseram eles, que outro dia, ao fazer o inventário diário de filhas e cadelas, constatou-se que: i) a crespa 1 estava na pucrs; ii) a crespa 2 coçava as pulgas embaixo da cama; iii) a braquela estava em lugar incerto e não sabido, mas constava dos registros da superintendente local como tendo se mudado para a casa do namorado até o fim do período de reformas. Não fosse minha chegada para o jantar, ia-se entender como terra devoluta o meu quarto).

25 dias sem dormir em aula. Feito notável na minha colenda turminha julgadora. Especula-se por aí se eu aderi às anfetaminas, à ritalina, à cocaina, ou quaisquer outras "inas" por aí. Eu ressalto que simplesmente me curei da narcolepsia.


No mais, sem notícias no fronte.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Um mau começo

O povo, em lobby bem organizado por forças políticas ocultas, para não dizer mesmo subversivas, disse que era para eu ficar. E se é para alegria geral da nação, eu fico. Fico aqui, olhando para tela, pensando no que escrever, falando muito, sem dizer nadaao fio e ao cabo. Até posso ficar, mas, honestamente, não sei porquê, afinal, estou de volta ao velho esquema de escola-cinema-clube-televisão. Acho que então vou ficar só contando mentiras, que são, talvez, a forma mais próxima de se dizer a verdade, pero no mucho. Bom, já dizia o poeta, mentiras sinceras me interessam.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

De volta para minha saudosa maloca

Poix, acabou-se o que era doce e amanhã (sim, sim, amanhã mesmo, verifique seu calendário) estou voltando para o cantinho de fim de mundo de onde sai (é de Porto Alegre que estou falando, por óbvio, não de Vacaria, né - também não vamos exagerar). Aqui em Madri, onde estou escalada no sofá da Lúcia de novo, outro dia achei rolando pelo apartamento uns cartões postais deste meu velho lar e, nossa, francamente, que cidade bem horrorosa! Nem mesmo no postal cidade é bonita, sendo que devem ter colocado a melhor foto tirada por um profissional e posteriormente photoshopada com técnica, deusolivreguarde!
Mas, ainda assim, já dizia Dorothy, ao bater os calcanhares dos sapatinhos vermelhos (mágico de oz, lembra?) que não há lugar como o lar, entonces, vou admitir, assim, só entre nós, e não me vá espalhar para mais ninguém, já que não querem que pensem que eu não sou cosmopolita prafrentex, que eu já tava mesmo enjoada dessa tal de zoropa, lugarzinho mais primitivo.

Além disso, cabe mencionar que os meus sapatinhos vermelhos ficaram todos em Porto Alegre...

P.S. O Leo já voltou, por sinal. O menino estava tão ufanista que dizia aos quatro ventos que no Brasil sim que as coisas funcionavam e que a catedral de Porto Alegre, a qual, apesar de sua obsessão pouco saudável por igreginhas de todos os calibres, creio que ele nunca nem entrou na vida, não perdia nem um pouco pra essas igrejas que são vistas pelo velho continenete afora, que as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá, etc, etc...

Heidelberg





Porque eu vim do interior, gosto das cidades pequenas.